segunda-feira, 3 de abril de 2017

Maranhão

Vista aérea parcial de São Luís

Maranhão é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Localiza-se no extremo oeste da Região Nordeste. Limita-se com três estados brasileiros: Piauí (leste), Tocantins (sul e sudoeste) e Pará (oeste), além do Oceano Atlântico (norte). Sua área é de 331 937,450 km², possuindo 217 municípios, sendo o segundo maior estado da Região Nordeste do Brasil e o oitavo maior estado do Brasil. Tem uma população de 6.904.241 habitantes. Em termos de produto interno bruto, é o quarto estado mais rico da Região Nordeste do Brasil e o 17º estado mais rico do Brasil. A capital e cidade mais populosa do Maranhão é São Luís. Outros municípios com população superior a cem mil habitantes são Imperatriz, São José de Ribamar, Timon, Caxias, Codó, Paço do Lumiar, Açailândia e Bacabal. Com redução de altitudes e regularidade da topografia, é apresentado um relevo modesto, superior a 90% da superfície inferior a 300 metros. Tocantins, Gurupi, Pindaré, Mearim, Parnaíba, Turiaçu e Itapecuru são os rios mais importantes e pertencem às bacias hidrográficas do Parnaíba, do Atlântico Nordeste Ocidental e do Tocantins-Araguaia. As principais atividades econômicas são a indústria (o trabalho de transformar alumínio e alumina, alimentícia, madeireira), os serviços, o extrativismo vegetal (babaçu), a agricultura (mandioca, arroz, milho) e a pecuária.
O Rei de Portugal Dom João III dividiu a região do Maranhão em duas capitanias hereditárias, que o monarca entregou a Aires da Cunha e Fernando Álvares de Andrade, no ano de 1535. A partir de então, até os franceses se estabelecerem em 1612 (França Equinocial), o conhecimento da área não foi tomado por Portugal. Em 1615, os portugueses, sob a liderança de Jerônimo de Albuquerque, expulsaram os franceses e, em 1621, foi instituído o Estado do Maranhão e Grão-Pará (algumas fontes dão a entender que a Capitania do Maranhão coexistiu com o Estado, não tendo sido elevada, o Estado era uma colônia separada do Estado do Brasil). Em 1641, foi ocupada pelos neerlandeses a ilha de São Luís, de onde os portugueses os expulsaram em 1644. Desde então, foi consolidado o domínio português. Em 1774, o Estado do Maranhão e Piauí se desmembrou do Estado do Grão-Pará e Rio Negro. O Maranhão apenas aceitou a independência do Brasil em 1823, porque Portugal o defendeu muito fortemente, e somente depois que o almirante Lord Cochrane interveio, a pedido de Dom Pedro I. Em 1831, foi irrompida a Setembrada, que pregou que fossem expulsos os portugueses e os frades franciscanos, e, em 1838, a Balaiada, um movimento popular que contrariava a aristocracia rural. A economia declinou devido ao fato de que Princesa Isabel aboliu a escravidão, só vindo à recuperação na época da 1ª Guerra Mundial.
Localizado entre as regiões Norte e Nordeste do Brasil, o Maranhão possui uma grande diversidade de ecossistemas. São 640 quilômetros de extensão de praias tropicais, floresta amazônica, diversas variedades de cerrados, mangues, delta em mar aberto e o único deserto do mundo com milhares de lagoas de águas cristalinas. Também é perceptível, na maior parte do ano(entre os meses de maio a novembro), a seca branda na Microrregião das Chapadas do Alto Itapecuru, acentuadamente em São João dos Patos e Barão de Grajaú. Essa diversidade está organizada em cinco polos turísticos, cada um com seus atrativos naturais, culturais e arquitetônicos. São eles: o polo turístico de São Luís, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, o Parque Nacional da Chapada das Mesas, o Delta do Parnaíba e o polo da Floresta dos Guarás.

Etimologia:

Não há uma hipótese consensual para a origem do nome do estado do Maranhão. As teorias mais aceitas são as de que Maranhão era o nome dado ao Rio Amazonas pelos nativos da região antes de os navegantes europeus chegarem ou que tenha alguma relação com o Rio Marañón no Peru. Outra hipótese seria pelo fato de o estado ter um "emaranhado" de rios. Também pode ser referente a "mar grande". Ou pode ter origem na língua tupi, onde significaria "mar que corre", através da junção dos termos pará ("mar") e nhan ("correr")
Em 1720, o jesuíta Domingos de Araújo, publicou a obra "Crônica da Companhia de Jesus da Missão do Maranhão", na qual sustentou que o nome foi dado por uma expedição enviada por Cristóvão Jaques que ao ver o Rio Amazonas o descreveu como "Maranhão" (grande mar)
No contexto da história do Brasil, a primeira referência à região como sendo o Maranhão ocorreu na época das capitanias hereditárias, com a criação das duas seções da Capitania do Maranhão, em 1534.

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