segunda-feira, 3 de abril de 2017

Rio Grande do Sul

Vinhedo.O vinho como estilo de vida: viagens, degustações, 
muita gastronomia, cultura e bons amigos 
no Rio Grande do Sul

Rio Grande do Sul é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Localizado na Região Sul, possui como limites o estado de Santa Catarina ao norte, o oceano Atlântico ao leste, o Uruguai ao sul e a Argentina a oeste. Sua capital é o município de Porto Alegre. As cidades mais populosas são: Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas, Canoas e Santa Maria. O relevo é constituído por uma extensa baixada, dominada ao norte por um planalto. Antas, Uruguai, Taquari, Ijuí, Jacuí, Ibicuí, Pelotas e Camaquã são os rios principais.O clima é subtropical e a economia do Estado se baseia na agricultura (soja, trigo, arroz e milho), na pecuária e na indústria (de couro e calçados, alimentícia, têxtil, madeireira, metalúrgica e química).
Em 1627, jesuítas espanhóis criaram missões jesuíticas próximas ao rio Uruguai, mas foram expulsos pelos portugueses em 1680, quando a Coroa Portuguesa resolveu assumir seu domínio, fundando a Colônia do Sacramento. Os jesuítas espanhóis estabeleceram, em 1682, os Sete Povos das Missões. A primeira redução jesuítica dos Sete Povos foi São Francisco de Borja (atual cidade de São Borja), fundada em outubro de 1682. Os portugueses chegaram em 1737 com uma expedição militar de José da Silva Paes, iniciando com o Forte Jesus Maria e José a cidade do Rio Grande, primeira cidade do atual Estado do Rio Grande do Sul, quando tomou posse da lagoa Mirim, impedindo a partir de então a entrada dos invasores da Coroa Espanhola. A partir de 1740 há uma organização para a vinda de colonizadores açorianos (território insular de Portugal) para o a região. Em 1742, os colonizadores fundaram a vila de Porto dos Casais, depois chamada Porto Alegre. A região sob controle da Coroa Portuguesa em 1760, sob a administração do Rio de Janeiro, na terra recuperada do domínio espanhol e já ocupada de fato por colonizadores portugueses. Porém as lutas pela posse das terras, entre portugueses e espanhóis continuaram, e somente tiveram fim em 1801, quando os próprios gaúchos dominaram os Sete Povos, incorporando-os ao seu território.
É criada em 19 de setembro de 1807 a Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul. A nova capitania, que tinha estatuto de capitania-geral com capital na cidade do Rio Grande, abrangia um território de limites pouco precisos, em terras antes sob domínio espanhol e já ocupada de facto por gaúchos , militares e, no final do século XVIII, por colonos portugueses, sobretudo açorianos, que lá receberam glebas de terra e sesmarias. O primeiro capitão-general da capitania foi Diogo de Sousa. Em 28 de fevereiro de 1821 torna-se a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, que viria a se tornar o atual Estado do Rio Grande do Sul, após a Proclamação da República do Brasil.
Grupos de imigrantes italianos e alemães começaram a chegar a partir de 1824. A sociedade estancieira passou então a coexistir com a pequena propriedade agrícola, diversificando a produção. Durante o século XIX, o Rio Grande do Sul foi palco de revoltas federalistas, como a Guerra dos Farrapos (1835-45), e participou da luta contra Rosas (1852) e da Guerra do Paraguai (1864-70). As disputas políticas locais foram acirradas no início da República e só no governo de Getúlio Vargas (1928) o Estado foi pacificado.
É o estado mais meridional (ao sul) da federação, conta com o quarto maior PIB - superado apenas por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o quinto mais populoso e com o sexto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais elevado do país. O estado possui papel marcante na história do Brasil, tendo sido palco da Guerra dos Farrapos, a mais longa guerra civil do país. Sua população é em grande parte formada por descendentes de portugueses, alemães, italianos, africanos e indígenas. Em pequena parte por espanhóis, poloneses e franceses, dentre outros imigrantes.
Em certos locais do estado, como a Serra Gaúcha e a região rural da metade sul, ainda é possível ouvir dialetos da língua italiana (talian) e do alemão (Hunsrückisch, Plattdeutsch). Esse estado brasileiro originalmente teve sua economia baseada na pecuária bovina que se instalou no Sul do Brasil durante o século XVII com as missões jesuíticas na América, e posteriormente expandiu-se aos setores comercial e industrial, especialmente na metade norte do Estado. O Rio Grande do Sul foi apontado em 2014 pelo The New York Times como o "lugar com mais traços europeus do Brasil". Embora o estado esteja em situação de decadência econômica acentuada, é onde há o maior número de idosos e a segunda maior expectativa de vida e onde os trabalhadores são mais bem remunerados, tendo uma das menores taxas de analfabetismo, violência , e mortalidade infantil do país. Mesmo com bons indicadores sociais, o Rio Grande do Sul sofre com a disparidade econômica entre a metade norte (considerada rica e industrial) e a metade sul (considerada pobre e agrária).

Etimologia:

O nome do estado originou-se de uma série de erros e discordâncias cartográficas, quando se acreditava que a Lagoa dos Patos fosse a foz do Rio Grande, que já era demonstrado em mapas neerlandeses, décadas antes da colonização portuguesa na região. Pelo que se sabe até agora, o primeiro cartógrafo dos Países Baixos a registrar a Lagoa dos Patos, ainda considerada o Rio Grande, foi Frederick de Wit, em seu atlas de 1670. Já o primeiro registro cartográfico feito por um neerlandês a mostrar o suposto rio com um formato próximo ao que é conhecido hoje da referida lagoa foi Nikolaus Visscher, em 1698. Apesar de ele não ter sido o primeiro a mencionar os índios Patos que habitavam suas margens e boa parte do litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, foi ele quem associou o nome à lagoa. Por volta de 1720, açorianos vindos de Laguna vieram à região de São José do Norte buscar o gado cimarrón vindo das missões, possibilitando a posterior fundação da cidade de Rio Grande, no ano de 1737. A partir do nome do município, surgiu também o nome do estado do Rio Grande do Sul.
Os habitantes naturais do Rio Grande do Sul são denominados gaúchos, rio-grandenses-do-sul ou sul-rio-grandenses. O gentílico no masculino do singular é gaúcho e no feminino do singular gaúcha. É uma palavra oriunda do espanhol gaucho, um adjetivo que, aplicado a pessoas pode significar "nobre, valente e generosa" ou "camponês experimentado em pecuária tradicional", ou ainda "velhaco, astuto, dissimulado ou ardiloso experiente", mas também pode ter o sentido de "vagabundo, contrabandista, desregrado e desprivilegiado".

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